OLHAR QUE AMA O AMOR
Olhar o amor com ternura serena
É ver o tempo em doce movimento,
Desenho vivo em luz e sentimento,
Que a alma envolve, aquece e não condena.
Sem dor, sem mágoa, sem ferida ou pena,
É puro esplendor em leve firmamento,
Reflexo calmo, amor sem sofrimento,
Que ao coração com suavidade acena.
Contemplo o céu, o destino, os caminhos,
Nos olhos teus há luz que me sustenta,
Teu riso é fonte, teus gestos, carinhos,
Teu nome é verso que em mim se apresenta.
Amo o amor e o amor que me alimenta,
São fios do tempo a tecer meus ninhos,
No teu olhar, o amor se reinventa,
Com doçura entre vinhedos e espinhos.
E mesmo quando o mundo me silencia,
Ainda é teu o farol que me orienta.
És meu luar na noite mais vazia,
Meu cais de luz, minha linha mais lenta.
O amor que tenho e o que me atravessa
São dois espelhos da mesma promessa:
Um me conduz, o outro me espera,
Ambos me erguem — paz que não encerra.
Porque amar, enfim, é ver com ternura
O instante simples que a alma depura.
É caminhar com leveza e fervor,
É renascer... no olhar de um amor.
Tatiana Pereira Tonet
Enviado por Tatiana Pereira Tonet em 27/05/2025