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O SOL EM MIM
Senti no ar uma alegria,
vaga, sutil — talvez fantasia.
Ou quem sabe concreta,
difícil dizer.
Mas algo em mim
quis renascer.

Foi intensa ao me tocar,
como o sopro que invade os pulmões.
Sorri sozinha,
num instante de certeza:
esperança — serias tu?

Sonhos voltaram,
aqueles que pensei silenciar.
Pensamentos iam e vinham,
como ondas no mar.
Antes indesejados,
hoje os acolho
com cortesia.

Se ainda os sinto,
é porque estou desperta.
Minha alma vibra,
a vida se ajusta.
Sou viva —
e em mim se abre
um sol inesperado.

Tão viva quanto o poente,
que se despe no horizonte,
reluzente.
Tão bela quanto o campo em flor,
dançando ao vento,
sem pudor.

Tão forte quanto o mar em festa,
que nunca se esgota.
Sou eu —
pulsante,
em poesia.
Mistério, riso,
melodia.

Esperança é minha,
e não se explica.
É chama serena,
que não se apaga.
É mar que me habita,
e nunca seca.
É fé discreta,
firme, mágica.

Ninguém —
não ousa ninguém —
pode tirar de mim
o que me atravessa.
Minha esperança é chama interna,
verdade viva,
essência eterna.
Tatiana Pereira Tonet
Enviado por Tatiana Pereira Tonet em 13/06/2025
Alterado em 04/09/2025
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