O OLHAR QUE PERMANECE
Acordei sem máscaras.
O espelho devolveu rugas,
rastros do tempo,
confissões silenciosas.
Nos olhos, encontrei minha alma nua —
perdida entre dores antigas
e memórias que ainda respiram.
O futuro parecia sopro breve,
promessa que não se deixa prender.
O horizonte, impiedoso,
mostrou apenas um vulto inquieto.
Uma sombra buscava luz,
queria o sol que conduz,
mas o mundo parecia escapar.
Então veio o olhar dela.
Minha filha.
Calor que desfaz a ventania,
porto seguro em meio ao caos.
Se tudo passa,
há algo que permanece:
a chama daquele olhar.
Amor absoluto,
força que me ancora
e me torna imortal.
Tatiana Pereira Tonet
Enviado por Tatiana Pereira Tonet em 05/08/2025
Alterado em 18/08/2025
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